segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Caixa anuncia recursos para a próxima década

Os recursos da caderneta de poupança para o mercado imobiliário estão garantidos para os próximos dez anos, disse ontem o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, ao participar de audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo. Segundo ele, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) consegue deslocar para o mercado imobiliário cerca de R$ 30 bilhões por ano e, por isso, não haverá escassez de recursos para o financiamento imobiliário nos próximos anos.
“A Caixa está equacionada até 2013, não tem problema de recursos. Nesse período está havendo uma discussão com relação aos recursos da poupança, porque no FGTS, que financia o Programa Minha Casa, Minha Vida, tem R$ 125 bilhões para os próximos quatro anos. Então tem recursos para o Minha Casa na faixa até dez salários mínimos, com mais de 2 milhões de casas para serem contratadas”.
Hereda ressaltou que o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) terá que passar por uma transição, que deve ocorrer até os juros fica¬rem mais baixos no País, para que assim se possa securitizar os créditos existentes, gerando mais recursos para os investimentos. “Quando os recursos estiverem em 7%, não se precisará mais dizer de onde vem, porque será possível aplicar recursos das tesourarias dos bancos como é em todo o mundo’.
De acordo com o presidente da Caixa, o círculo virtuoso do crédito imobiliário no Brasil ainda tem muito a caminhar.

Publicado por Jornal do Commercio via Focando.
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domingo, 30 de outubro de 2011

Preços na construção civil sobem com mais força em outubro, indica FGV

O Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), atingiu 0,20%, em outubro, o que representa um acréscimo de 0,06 ponto percentual sobre a taxa apurada em setembro (0,14%). De janeiro a outubro, o índice teve alta de 6,68% e, nos últimos 12 meses, de 7,70%.
Essa variação indica a média de preços coletados no período de 21 de setembro e 20 de outubro. O custo da mão de obra aumentou bem mais do que em setembro, passando de uma estabilidade de 0,01% para uma alta de 0,16%. Os materiais, equipamentos e serviços apresentaram inflação de 0,25% ante 0,27%.
Quatro capitais pesquisadas tiveram índices de correções maiores do que no último levantamento no pagamento de profissionais: Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Na capital mineira, a variação atingiu 1,35%. A data-base para a revisão salarial dos trabalhadores do setor ocorre em novembro em Belo Horizonte.
Nas demais capitais analisadas – São Paulo, Salvador e Recife – foram constatadas taxas inferiores às registradas em setembro.

Publicado por Jornal do Commercio.
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sábado, 29 de outubro de 2011

Metro quadrado na cidade de São Paulo ultrapassa R$ 6 mil

O preço dos imóveis residenciais novos subiram mais de 10%, entre abril e outubro de 2011, em quatro cidades brasileiras: São Paulo (14%), Rio de Janeiro (18%), Recife (18%) e Porto Alegre (11%). Embora não esteja entre as capitais que mais tiveram aumento, São Paulo tem o valor médio de imóveis novos mais caro das quatro regiões, chegando a R$ 6.019 o metro quadrado.
A cidade do Rio de Janeiro é a segunda a ter o metro quadrado mais caro das quatro regiões, podendo chegar a R$ 6 mil, como revela a pesquisa de preços de imóveis residenciais, apresentada pelo Ibope Inteligência na quarta-feira (26) e divulgada nesta quinta (27).
Na terceira e quarta posições, aparecem Porto Alegre e Recife, com o metro quadrado dos imóveis residenciais, em média, de R$ 4.501 e R$ 4.074, respectivamente.
Usados
Entre os imóveis residenciais usados, a valorização em São Paulo foi menor que em Recife e no Rio de Janeiro. Na capital paulista, a valorização foi de 11%, enquanto na capital pernambucana houve aumento de 20% no metro quadrado dos imóveis residenciais usados e na capital fluminense alta de 19%. Já em Porto Alegre, a valorização foi 8%.
Na pesquisa dos imóveis usados, São Paulo ficou em segundo lugar, com preço médio do metro quadrado de R$ 4.979, sendo mais barato que o metro quadrado carioca, cotado a R$ 5.106.
Em Recife, foi encontrado o terceiro metro quadrado mais caro entre as quatro regiões, com valor médio de R$ 3.305. Já em Porto Alegre é possível encontrar imóveis usados mais baratos que nas outras cidades, sendo que, em média, o metro quadrado na capital gaúcha custa R$ 2.922.

Publicado por UOL
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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Especialista dá dicas para valorizar os imóveis

Cozinhas, banheiros e garagens amplas aumentam o lucro do proprietário.
Escolas, postos de saúde, supermercados, linhas de ônibus e shoppings são alguns dos elementos que podem elevar o preço de um imóvel. Além da infraestrutura da região na qual a casa ou apartamento está localizado, outro fator que influencia a valorização dos imóveis são as reformas. “Nem todas as modificações influem de maneira positiva no valor do empreendimento”, ressalta o advogado imobiliário Carlos Samuel de Oliveira Freitas, diretor de condomínios da Primar Administradora de Bens, que irá inaugurar sua filial na Barra (RJ) em outubro.
A principal recomendação no que diz respeito a reformas é não fazer alterações com o objetivo de deixar o imóvel personalizado conforme os gostos pessoais. Imagine um empreendimento com detalhes que remetam a animais, isso pode não agradar o gosto dos possíveis compradores. “As reformas devem ter caráter funcional, ou seja, que atenda as demandas do mercado. Personalizar um bem deprecia o seu valor”, explica Freitas, que também é diretor de locações da ABADI.
O custo, a qualidade e a utilidade são as três bases de sustentação de qualquer reforma no imóvel. As alterações não devem ter um custo alto comparado com o valor da construção, pois corre-se o risco de não conseguir recuperar o investimento. “A qualidade dos materiais utilizados também é fundamental. O ideal é pesquisar os preços e verificar a qualidade e procedência, evitando a compra de algo ruim, independente do valor. O serviço deve ser bem feito e a reforma deve ser realizada visando à utilidade”, observa.
Os cômodos mais importantes para a valorização do imóvel são a cozinha e o banheiro. Atualmente as casas e apartamentos não dispõem de espaço e os ambientes são pequenos e desconfortáveis, por isso a procura por cozinhas mais amplas está crescendo. “A cozinha é um lugar de integração, perfeita para as reuniões em família na hora das refeições. Por isso cômodos com fácil passagem, superfícies resistentes e pisos e revestimentos fáceis de limpar são mais valorizados”, considera.
Os banheiros e os equipamentos presentes em seu interior podem aumentar significativamente o valor de um imóvel. A presença de um banheiro no quarto principal ou até mesmo mais de uma suíte são considerados diferenciais. “O banheiro deve ter um bom tamanho, com box e espaço confortável para o vaso sanitário. Vale a pena investir nos encanamentos, mesmo não sendo visível as boas condições da infra-estrutura são imprescindíveis. As banheiras contribuem para aumentar o preço do imóvel”, acrescenta.
O acabamento deve ser de qualidade, com cores discretas e resistência. Cerâmica, granito ou madeira são os materiais mais indicados para o piso, enquanto o carpete não é recomendado, principalmente pelos aspectos de higiene e saúde. “A limpeza é outro fator que influencia na hora de comercializar o imóvel, podendo acrescentar uma boa porcentagem no valor. Um local limpo e organizado passa uma boa imagem e realça os pontos fortes da edificação”, destaca.
A garagem e a área externa também contam pontos na hora de vender ou alugar o imóvel. O jardim deve ser bem cuidado, com grama cortada, árvores podadas, flores bem cuidadas e nada de deixar a horta cheia de mato. “Os compradores gostam de garagens grandes, que acomode pelo menos dois carros. O visual externo do imóvel tem que ser arejado e iluminado e a cor externa deve ser clara, aumentando as chances do negócio ser concretizado”, finaliza Freitas.

Texto gentilmente cedido por
Portal VGV
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Refinanciamento de imóvel com “troco”

A Caixa Econômica Federal abriu a possibilidade dos clientes com financiamento imobiliário na instituição realizarem um novo empréstimo dando o imóvel como garantia. É uma espécie de “troca com troco”, segundo explicou o superintendente de Clientes de Média e Alta Renda, Humberto José Teófilo Magalhães.
 Nessa nova modalidade, o cliente que possui saldo remanescente do financiamento imobiliário acessa um crédito em valor maior do que o necesário para quitá-lo. Por exemplo, se necessita de R$ 20 mil para fazer a quitação do imóvel, toma uma empréstimo de R$ 50 mil. A diferença, ou o “troco”, pode ser utilizada para qualquer finalidade. O imóvel continua como garantia da operação de crédito.
As condições são as mesmas da linha de refinanciamento de imóveis, chamado de Crédito Aporte Caixa e que no ano passado foi remodelado. Nela, o cliente que possui um imóvel (residencial ou comercial) ou terreno pode tomar um crédito equivalente a até 70% do valor do imóvel por um pazo máximo de 180 meses. A taxa de juros é, em média, 1,5% ao mês mais a variação da TR. “É interessante ao cliente. Quando se olha o mercado bancário, a taxa de crédito pessoal fica entre 4% e 5% ao mês”, avalia Magalhães.
A Caixa já liberou R$ 1,3 bilhão nessas operações até setembro, um avanço de 310% sobre o realizado durante todo o ano de 2010. Atualmente, essa carteira de crédito está em R$ 1,55 bilhão e o objetivo é chegar a R$ 1,8 bilhão até dezembro. O valor médio da operação é de R$ 140 mil.
De acordo com o executivo, o refinanciamento em geral demandado por três perfis de clientes: o que deseja realizar novos investimentos em um negócio próprio; aqueles que vão comprar um segundo imóvel; e os que buscam uma fonte de recursos barata para refinanciar uma dívida.
Perfil semelhante tem os clientes da BM Sua Casa (do grupo Brazilian Finance & Real Estate), que possui o refinanciamento de imóveis desde 2007. Segundo o diretor Elyseu Mardegan, a taxa de crescimento neste ano é de 150%, em uma carteira de crédito que já passou de R$ 1 bilhão. “No ano devemos liberar R$ 400 milhões nessa modalidade de financiamento”, afirma.
Na BM Sua Casa, o refinanciamento pode ser feito pelo prazo de até 30 anos, com taxa de 1,08% ao mês mais a variação do IGP-M. Segundo o executivo, caso haja uma redução maior da Selic, hoje em 11,5% ao ano, será possível reduzir as taxas cobradas do cliente. “Se a Selic cair mais um ponto percentual já vai ter impacto para a redução das nossas taxas.”
 
Ana Paula Ribeiro
Publicado por Brasil Economico.
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Imóvel menor muda perfil e atrai investidor

Antiga quitinete agora é loft em bairros nobres da capital paulista, como Campo Belo, Brooklin e Pinheiros
As unidades pequenas tomam endereços antes dedicados a apartamentos de quatro dormitórios, diz estudo
Quem procura imóvel novo, para morar ou investir, já percebe uma mudança no perfil de lançamentos nas áreas nobres de São Paulo.
O apartamento de um dormitório, com área média de 48 m², toma endereços antes utilizados para a construção de imóveis de quatro quartos.
Um estudo exclusivo para a Folha mostra que as cinco regiões em que houve maior aumento de apartamentos de um dormitório são: Brooklin, Campo Belo, Vila Olímpia, Bela Vista e Pinheiros.
De acordo com o levantamento da imobiliária Lopes, no Brooklin, onde não foram lançados imóveis de um dormitório entre 2006 e 2008, esse perfil passou a representar quatro em cada 10 novos empreendimentos.
Em contrapartida, a parcela daqueles com mais de três dormitórios caiu de 76% para 5%.
No Campo Belo, há hoje quatro lançamentos de um dormitório em cada 10 -antes, os pequenos eram só 3%. E, em Pinheiros, são três em cada 10, em comparação com nenhum há quatro anos.
Na Vila Olímpia e na Bela Vista, as parcelas mais que dobraram, saltando para 58% (quase seis em cada 10) e 52%, respectivamente.
ANTIGA QUITINETE
A mudança de perfil foi impulsionada por dois fatores principais: o alto valor do metro quadrado e as novas prioridades de quem compra.
“Um apartamento novo de pouco mais 100 m² nessas áreas não custa menos de R$ 1 milhão, e isso assusta o consumidor”, diz Roberto Coelho da Fonseca, diretor da imobiliária Coelho da Fonseca.
O preço médio do m² lançado no Brooklin, segundo a Lopes, está em R$ 8.660. Em Pinheiros, R$ 9.520 e, na Vila Olímpia, R$ 10.630. Na Bela Vista, fica em R$ 8.150 e, no Campo Belo, R$ 8.300.
“Na hora da compra, a proximidade do trabalho e do lazer tem contado mais que o espaço do imóvel”, completa Coelho da Fonseca.
Esses compradores são jovens em busca do primeiro apartamento -beneficiados pelo crédito-, famílias com só um filho ou divorciados a procura de um novo lar.
Nesse cenário, os “imóveis compactos” também mudaram. Muitos passaram a oferecer lavanderia coletiva e sala de reuniões no térreo, academia e serviço de limpeza.
“As antigas e sem graça quitinetes agora são chamadas de ‘lofts’. Têm infraestrutura e grande demanda por compra e locação”, diz Vinicius Leite, vice-presidente da imobiliária Fernandez Mera.
Carolina Matos
Publicado por Folha de São Paulo

terça-feira, 25 de outubro de 2011

STJ/RJ decide que dívida de condomínio prescreve em 5 anos

O Superior Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (STJ) determinou que dívidas de cotas condominiais prescrevam em cinco anos. Um condômino que esteja devendo hoje dez anos de condomínio, por exemplo, terá que pagar somente a dívida de 2006 em diante. A decisão -para a qual não cabe recurso – entrou em vigor há duas semanas, beneficiando condôminos inadimplentes e abrindo jurisprudência favorável para casos parecidos.
A decisão se baseia no artigo 206 do Código Civil, que fixa em cinco anos o prazo máximo para cobrança de dívidas líquidas de contratos particulares. Advogados do setor imobiliário dizem que, antes, os tribunais entendiam que o prazo de prescrição desse tipo de dívida era de dez anos, embora não houvesse lei específica.
Para advogado, medida vai tornar cobrança mais ágil
- Embora não seja uma súmula vinculante (o que obrigaria outros tribunais a seguirem a decisão), as posições do STJ balizam as de outros juizes – diz o advogado David Nigri, que teve ganho de causa para um cliente, cuja dívida, em dez anos, era de R$ 100 mil. – É um alívio para os inadimplentes, e a lei do Código Civil está sendo cumprida.
Para Nigri, a decisão levará o administrador a cobrar mais rapidamente do inadimplente. Desde 2003, quando o código entrou em vigor, a multa por atraso de condomínio é de 2%. Apesar disso, é mantida a prática do desconto de 20% para “pagamentos antecipados”.

Publicado por O Globo
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