sexta-feira, 27 de julho de 2012

Imóveis: Fique atento ao prazo para recorrer à justiça

Problemas como taxas indevidas, atrasos na obra e juros abusivos são mais comuns do que deveriam ser. Por conta desta realidade, os donos de imóveis devem recorrer à Justiça para fazer valer os seus direitos. A AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, no entanto, alerta os mutuários para que não percam o prazo de prescrição do contrato para entrar com ação.

O prazo para recorrer à Justiça para os lesados quanto as taxas abusivas é de três anos após o seu pagamento total.

Segundo levantamento da AMSPA – Associação dos Mutuários de São Paulo e Adjacências, de janeiro a maio deste ano, o número de reclamações sobre atraso na entrega da obra aumentou 23%, atingindo 762 queixas contra 620 em 2011. Além do não cumprimento do prazo para a entrega, os juros indevidos e a cobrança de taxas abusivas, como SATI e Corretagem também são outras reclamações que tem sido recorrentes na instituição.

Segundo João Bosco Brito da Luz, assessor jurídico da AMSPA, explica que com a facilidade de acesso à informação, os mutuários estão mais cientes dos seus direitos. “Antes muitos contratos de financiamento embutiam a cobrança de taxas indevidas e o futuro mutuário não tinha conhecimento da sua ilegalidade. Agora, o dono do imóvel conhece essa prática e está requerendo o ressarcimento desses valores. Muitos, porém, perdem o prazo para entrar com a ação”.

Para os consumidores lesados quanto as taxas abusivas, que inclui o SATI – Serviço de Assessoria Técnica Imobiliária e a comissão do corretor, o prazo para reclamar em juízo é de três anos e começa a contar após o seu pagamento total. Já aos juros indevidos ou demais incorreções na cobrança do financiamento o tempo para recorrer à Justiça é de cinco anos a partir do termino do contrato. “É importante que o mutuário tenha um auxílio de um especialista para alertar quanto a incorreções do seu contrato para que o adquirente do bem possa correr atrás de seus direitos”, alerta João Bosco Brito.

Nas situações de atraso da obra, o tempo para recorrer à Justiça é de cinco anos. O prazo passa a contar a partir da entrega das chaves ou expedição do “Habite-se”. “O proprietário do imóvel pode pleitear, no Poder Judiciário, o pagamento da multa de 2% e mais os juros de mora de 1% ao mês pelo atraso, desde o primeiro dia do não cumprimento do prazo, estabelecido em contrato, para entrega do imóvel”, esclarece Luz.

No caso de cobrança ilegal no financiamento, se o consumidor recorrer ao Poder Judiciário terá o direito de receber de volta a quantia em dobro acrescida de correção monetária, juros, além de ser ressarcido por danos materiais, conforme determina o Artigo 42, do Código de Defesa do Consumidor. “Já no caso de sinistro, o prazo para reclamar do seguro é de um ano, a contar da data de sua assinatura”, esclarece.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

7 itens para analisar na vistoria do imóvel alugado

Uma das cláusulas do contrato de locação diz que o inquilino deve devolver o imóvel alugado para o proprietário da mesma forma que o encontrou no início do contrato. Se a pintura era nova, será preciso pintar novamente, da mesma cor; se o carpete era novo, ou se estava limpo, será preciso mandar lavá-lo – e se houver algum dano, até trocá-lo.
Qualquer dano deverá ser reparado, mas os desgastes que já existiam antes da chegada do locatário poderão permanecer como estão. Para evitar problemas na hora da entrega das chaves, portanto, é fundamental fazer um laudo de vistoria assim que o contrato é firmado.
No laudo de vistoria, inquilino e proprietário devem listar todas as condições de conservação do imóvel, como o estado da pintura, do piso, do carpete, das portas e de eventuais móveis, além de fotografar cada detalhe. Esse laudo se torna parte integrante do contrato de locação, e é baseado nele que o inquilino vai ajeitar o imóvel para a entrega, quando for embora. Mas o que exatamente deve ser observado? Confira a seguir um check list com 7 itens que devem estar presentes na vistoria do imóvel alugado:
1. Pintura: especifique com que cor e tipo de tinta as paredes, tetos, portas e janelas da casa estão pintados e qual é o estado da pintura;
2. Fechaduras e trincos: sinalize o estado de conservação e funcionamento de todos os trincos e fechaduras da casa;
3. Hidráulica: abra todas as torneiras e cheque o escoamento em todos os pontos de água do imóvel;
4. Pisos, azulejos e revestimentos: documente o tipo de piso e revestimento de todos os cômodos e o estado de conservação de cada um deles; nas áreas molhadas que tiverem azulejo na parede, faça a mesma coisa;
5. Parte elétrica: acenda as luzes, teste todas as tomadas e verifique o quadro de luz para documentar o funcionamento e estado de conservação da rede elétrica;
6. Vidros: é importante notar se os vidros das janelas estão em bom estado, bem como se as janelas estão abrindo e fechando normalmente; registre qualquer trinco ou rachadura que encontrar;
7. Mobília: caso o imóvel possua algum móvel, como armários, estantes, gabinetes etc., certifique-se de inserir no laudo de vistoria o estado de conservação de cada um deles, bem como o funcionamento de puxadores e dobradiças, no caso de portas de armários, gabinetes e afins.
Se depois da vistoria o inquilino encontrar algum problema estrutural, como um entupimento do prédio que afetou os canos do apartamento, ou mesmo uma infiltração, que não pôde ser identificado na hora de fazer o laudo inicial, a responsabilidade pelo conserto é do proprietário. Nesse caso, ou o locador paga o conserto, ou abate o valor do aluguel.

Publicado por Exame.com

terça-feira, 24 de julho de 2012

Verticalizar não é o problema, mas a solução

Vejo que muitos têm criticado o recente boom imobiliário das grandes capitais brasileiras argumentando que a verticalização tem acabado com a qualidade de vida das cidades.
Em São Paulo, por exemplo, ONGs e associações têm sido criadas com o intuito de barrar a construção de prédios em certos bairros.
Argumentos como transito, colapso da infraestrutura, descaracterização do bairro e ate falta de sol são frequentemente usados por essas entidades.
É claro que todos nós gostaríamos de morar em uma cidade horizontal, com bairros planejados e com muito verde. Mas diante do crescimento econômico do país nos últimos anos as grandes cidades cresceram vertiginosamente e desordenadamente e frente a isso, acho que deveríamos repensar o nosso modelo urbanístico e começar a pensar em um modelo mais democrático e racional, deixando a utopia e a nostalgia de lado.
Infelizmente, a ação do Estado em relação ao planejamento, criação, e melhoria da infraestrutura das capitais brasileiras, não acompanhou seu crescimento e consequentemente, o  desenvolvimento imobiliário desses centros urbanos. Em síntese, verifica-se que a maioria dos problemas encontrados nas grandes cidades, são relativos a falta de uma rede infraestrutura adequada ao seu adensamento. Recente recebi um estudo muito interessante da Mercer, uma entidade internacional independente, apontando que, entre as cidades mais adensadas do primeiro mundo (cidades acima de 8 milhões de pessoas), as que proporcionam melhor qualidade de vida a seus habitantes, são as mais verticalizadas. Por quê? A resposta é mais simples do que imaginamos! Quem não cresce para cima, cresce para os lados, ocupando muito mais espaço, ou seja, uma ocupação muito menos racional.
Vamos imaginar o seguinte, uma cidade como São Paulo, onde a media do potencial de verticalização permitido é de 2 vezes a área do terreno, agora, para compararmos, vamos pegar Nova Iorque, onde, em certas regiões adensadas, esse potencial pode chegar a 18 vezes a área do terreno de modo que, na pratica em um terreno de 1000 metros na cidade de São Paulo, pode se construir um prédio de 10 andares com aproximadamente 20 unidades de 100 m². Na mesma área em Nova Iorque teríamos um prédio com 30 andares e 180 apartamentos de 100 m2.
Essas diferenças vão alem da metragem e numero de unidades dos empreendimentos, elas tem reflexos diretos e indiretos no dia-dia em quase todos os aspectos da vida das grandes cidades, pois por incrível que pareça, cidades com potenciais de verticalização mais baixos, acabam tendo mais prédios. Como?
Vamos ir avançar pouco mais na nossa equação. Para produzir as tais 180 unidades em Nova Iorque faríamos apenas 1 prédio em 1 terreno, em são Paulo serão 8 prédios, 8 terrenos. Imagine ainda o seguinte, se considerarmos que para formar um terreno de 1000 m², em media, temos que comprar 4 casas, mudando 4 famílias, em São Paulo, seriam necessários 8000 m² de terreno, demolindo 32 casas e mudando 32 famílias.  O resultado é claro, vamos fazer mais prédios, esticar e demolir cada vez mais as nossas cidades, gerando sim a tal descaracterização dos bairros, alem de acarretar um custo maior de terreno, maior stress da maquina publica, pois serão 8 projetos a serem aprovados e acompanhados, o que reflete basicamente em um imóvel mais caro, levando cada vez mais as pessoas, de menor poder aquisitivo, a buscar moradia em regiões periféricas, mais baratas, tendo que vir diariamente regiões centrais da cidade de carro ou ônibus, gerando mais transito e mais poluição, alem de acabar a qualidade de vida desses cidadãos, que passam horas do seu dia fazendo esse deslocamento.
É certo que grandes cidades brasileiras como São Paulo e Rio de Janeiro comportariam níveis de densidade e de verticalização mais altos, para tanto o Estado deveria aprimorar as parcerias, junto a iniciativa privada, incorporadores e construtores, na busca de soluções para otimizar e melhorar a infraestrutura já existente nas regiões centrais e bairros mais adensados, em troca de potenciais de verticalização maiores.
Tentei ilustrar aos leitores, sem o uso de referencias muito técnicas e teorias fundiárias complexas, que a verticalização pode ser vista como uma boa solução aos dilemas das regiões mais adensadas das grandes cidades e que o uso de potenciais de verticalização altos nessas regiões,  acaba sendo mais racional, desde que feito com planejamento e aliado a uma boa rede de infraestrutura.

* Alberto Sassoun é diretor de incorporações da Alianza Desenvolvimento Imobiliário.
Texto gentilmente cedido por PortalVGV

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O que levar em conta na hora de reformar um imóvel

Uma reforma residencial, assim como a compra de um imóvel, pode envolver custos elevados, por isso possui formas de pagamento diferentes de bens com menor valor. Além do pagamento à vista, as reformas podem ser financiadas e possuem linhas de financiamento criadas especificamente para este fim.
Para reformas com custos baixos, se houver a possibilidade de fazer o pagamento à vista, esta é a melhor opção. Como regra geral, é sempre recomendável fazer o pagamento em apenas uma parcela, porque, além de liberar o comprador de um comprometimento futuro, pode aumentar o seu poder de barganha nas negociações.
Mas, caso a reforma exija um investimento maior, financiar a obra pode ser a melhor ou a única opção. Banco do Brasil, Caixa, Itaú e Bradesco oferecem linhas de crédito específicas para reformas e/ou para compra de materiais de construção.
As linhas de crédito para reforma geralmente têm taxas de juros mais elevadas do que as de financiamento de imóveis, por não apresentarem uma garantia sólida, como uma propriedade. Porém, podem ter taxas mais baixas do que a de empréstimos pessoais sem fins específicos, que podem ter riscos indefiníveis e, portanto, representam menor segurança para os bancos.
No caso das linhas de crédito para materiais de construção, as taxas podem ser ainda mais baixas, mas as compras são restritas às lojas de construção conveniadas aos bancos. As próprias lojas credenciadas algumas vezes informam os clientes sobre as insituições que trabalham com este tipo de financiamento.

Taxas envovidas no financiamento


Eduardo Murillo Garcia, proprietário da Acabamento Perfeito, empresa de assessoria de reformas residenciais diz que a linha da Caixa é uma das mais utilizadas para a realização de reformas. "É a linha mais procurada, por causa dos juros mais baixos", diz.
O empréstimo para reformas da Caixa utiliza recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). O crédito é válido para famílias com renda mensal acima de 5.400 reais e para obras em imóveis de qualquer valor. São cobrados 800 reais pela Taxa de Avaliação de Bens Recebidos em Garantia na contratação do empréstimo. Na fase de construção é cobrada mais uma taxa de 150 reais. E as taxas de juros cobradas variam entre 8,5% a 9,9% ao ano. No site da Caixa é possível simular o financiamento.
E para famílias com renda até 5.400 reais, a Caixa disponibiliza uma linha de crédito que utiliza recursos do FGTS. Neste caso, o valor do imóvel é limitado até 170.000 reais. Nesta linha, há cobrança de 3% sobre o valor das parcelas liberadas. E o valor das taxas de juros variam entre 5% a 8,16% ao ano de acordo com a renda familiar. Se a renda mensal for de até 2.790 reais, a taxa de juros é subsidiada pelo próprio Fundo.
Em ambas as linhas de crédito da Caixa, é cobrada uma taxa de cadastro de 30 reais para quem não é cliente.

A título de comparação, no Bradesco, a linha de financiamento para reformas é feita pelo CDC (Crédito Direto ao Consumidor). São cobradas taxas de juros de 56,63% ao ano para prazos de 1 a 24 meses e para prazos de 25 a 48 meses, 67,46% ao ano. Também há cobrança de IOF pela operação e o pagamento é diluído entre as parcelas. O pagamento da primeira parcela pode ser feito em até 59 dias e o limite de financiamento é de 70% da obra. O empréstimo é concedido apenas para correntistas e é aprovado mediante análise de crédito. É possível simular o financiamento no site do banco.

Defina os objetivos e o cronograma da obra


Para definir as formas de pagamento, os gastos precisam ser contabilizados e os prazos estabelecidos. Antes de tomar qualquer decisão, é necessário definir os principais objetivos da obra. Se o piso será frio ou quente, se será de madeira ou cerâmica ou se junto à reforma da cozinha será feita uma reformulação da estrutura elétrica para suportar um maior gasto de energia.
É necessário também fazer um cronograma identificando cada etapa da reforma. “É fundamental colocar em um documento no Excel o escopo da obra e o cronograma. Isso evita, por exemplo, que na hora de comprar um piso, o comprador veja uma tinta na promoção e acabe comprando, o que acontece muito. Você desembolsa um dinheiro que poderia estar aplicado e rendendo e que seria usado só no final da obra”, explica Eduardo Garcia.

Busque ajuda de profissionais e evite reformas que desvalorizem o imóvel


Uma reforma de grande ou médio porte não é um serviço para amadores. Contar com a ajuda de profissionais pode ser crucial para conseguir o melhor resultado possível dentro do orçamento proposto e também para avaliar quais mudanças não farão o preço do imóvel cair.
Se um imóvel está com a pintura descascada, ou com pisos antigos, fazer uma reforma pode acelerar o processo de uma venda. Ou ainda, se o imóvel é antigo e tem uma estrutura elétrica incompatível com os padrões de gastos de energia atuais, fazer uma reforma pode ser imprescindível para que o imóvel seja vendido. Um problema estrutural não resolvido e não indicado no contrato de compra e venda pelo proprietário, pode inclusive gerar um processo judicial por parte do comprador.
As reformas que modificam a planta do imóveis são investimentos que trazem benefícios ao morador, mas em muitos casos não contribuem para valorizar o imóvel em uma venda. “Os imóveis são planejados de acordo com o que as famílias precisam naquela área, as construtoras fazem muitas pesquisas para maximizar a chance de acerto. Então, mudar a estrutura, como transformar um apartamento de três quartos em dois, pode desvalorizar o imóvel. Se você tem a possibilidade de consultar um arquiteto, a chance de acertar é bem maior”, explica Luiz Calado, economista e autor do livro “Imóveis: Seu guia para fazer da compra e venda um grande negócio”.

Arquitetos ou engenheiros podem auxiliar na busca de mão de obra, dos melhores materiais e na avaliação do impacto que a reforma pode ter no valor do patrimônio. Existem também consultorias especializadas em reforma, como a Acabamento Perfeito, que auxilia o processo de ponta a ponta, orientando o planejamento, a busca de profissionais e materiais e até mesmo as formas de pagamento.
Segundo um artigo do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Arquitetura (IBDA), um profissional contratado para projetar a obra pode cobrar entre 5 a 25% do valor total da reforma. E segundo Eduardo Garcia, na Acabamento Perfeito, a assessoria completa para a reforma custa entre 10% e 15% do valor total pago pela mão de obra do projeto.

Definição dos custos


Os custos dos materiais e da mão de obra costumam oscilar bastante. Os preços de cerâmica, por exemplo, podem chegar a variar mais de 150%. Por isso, é essencial que seja feita uma pesquisa de preço.
As buscas podem ser feitas nas lojas de materiais de construção, obviamente, ou pela internet. O site Click Reforma, por exemplo, faz a cotação da quantidade ideal de materiais como massa corrida, tinta, tijolos e outros, levando em conta as dimensões da superfície da obra. No site, também é possível calcular o custo médio de reformas hidráulicas, elétricas, de pinturas, novas instalações e estruturas, revestimentos, alvenarias e outros, de acordo com a área a ser construída e o padrão da obra (alto, médio ou popular).
E o site também envia orçamentos de diversos tipos de serviços. Basta informar o tipo de reforma que se pretende fazer e o endereço do imóvel. Os orçamentos dos serviços disponíveis na região são enviados por email.

Publicado por Exame.com

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Homens x mulheres: veja o que cada sexo mais valoriza na compra do imóvel

Na hora de escolher um imóvel para comprar ou mesmo alugar, homens e mulheres têm exigências um pouco diferentes quanto às condições da casa ou do apartamento. Elas são detalhistas e pensam o tempo todo na praticidade e funcionalidade. Já eles estão focados, sobretudo, nos aspectos financeiros.
Ao vasculhar o mercado atrás de uma casa, as mulheres, em sua grande maioria, vão ser muito mais detalhistas do que os homens. Na prática isso quer dizer que mais do que simplesmente observar se a casa tem armários embutidos, elas querem saber a qualidade do móvel, se de fato atende as necessidades da sua família e se aquele tipo de mobilia as faz sentir bem, explica a diretora comercial da Lello Imóveis, Roseli Hernandes.
Mulheres são mais exigentes
Isso acontece porque boa parte das mulheres está mais próxima das tarefas domésticas e, portanto, serão muito mais criteriosas. Elas também são mais exigentes quanto ao espaço da cozinha e da lavanderia. “Ela não vai olhar apenas se a cozinha tem armários planejados; Vai ver se os móveis comportam aquilo que elas têm”, lembra Roseli.
Vão analisar se os quartos e banheiros atendem as necessidades dos filhos e, caso tenham animais de estimação, automaticamente procuram imóveis que comportem os bichinhos. Dão valor adicional à beleza do imóvel, olhando para itens de decoração e azulejos. Analisam, ainda, em quais pontos da casa o sol ilumina.
As mulheres acabam dando valor àquilo que atende toda sua família, sobretudo, os filhos. Nas áreas comuns dos prédios, por exemplo, avaliam os elementos que poderão entreter os filhos, como o playground, a piscina e a quadra. Isso porque, estão ponderando a falta de segurança das cidades. Ou seja, sabem que seus filhos terão que se divertir dentro do próprio prédio. A localização também importa muito, e, para elas, pesa bastante o fato de o imóvel ser perto da escola dos filhos, do supermercado e da farmácia.
Eles querem retorno financeiro
Com eles a história é um pouco diferente. Os homens estão preocupados, acima de tudo, com os aspectos financeiros do imóvel. “Eles não dão tanta importância aos detalhes; Estão considerando se a aquisição é um bom investimento; Se ele vai ter retorno mais para frente. Se a região valorizou”, diz Roseli.
Além disso, avaliam se o imóvel, bem como sua localização, oferece status. “Muitos homens se mostram preocupados em mostrar status; Eles querem estar perto de pessoas com as quais podem fazer um bom networking”, diz Roseli.
Eles também olham os ambientes avaliando se podem atender seu perfil. Se forem do tipo de passar bastante tempo com os amigos, vão querer salas grandes, com espaço para receber visitas. “Eles são desligados quanto aos detalhes, mas pesam bastante os itens que podem ser úteis nos seus momentos de lazer e mesmo na sua vida profissional”, avalia a especialista.
A segurança do prédio também é grande preocupação do sexo masculino. Por isso, avaliam bastante o clima do condomínio, os moradores, e se tudo inspira ou não segurança. Os homens, que normalmente ficam mais tempo fora de casa, acabam prestando mais atenção nos fatores macros, como a segurança.
Roseli reconhece que embora na maioria dos casos é possível perceber essas preferências - de homens e mulheres -, como regra geral, quem fica mais tempo em casa na hora de escolher um imóvel estará interessado na praticidade e funcionalidade dos itens oferecidos no imóvel. Já aquele que passa a maior parte fora, no escritório, por exemplo, terá essa visão macro, valorizando segurança e preço.

As preferências de cada sexo
ELESELAS
Preço do imóvel; se será um bom investimentoAvaliam os detalhes dos móveis
Segurança para a famíliaSe os ambientes atendem as necessidades da família
Avaliam o status que o prédio ofereceLocalização: próximo da escola dos filhos, da farmácia, do supermercado
Querem poder fazer networkingSe as áreas comuns podem entreter seus filhos - quadra, piscina, playground
Valor da taxa de condomínioSe tudo é prático e funcional
Fonte: Lello imóveis
“Eu olho a limpeza do condomínio e as condições do imóvel; Se as louças dos banheiros são antigas; Presto atenção nos pisos e nos carpetes, se estão em boas condições; se as portas estão em bom estado, ou seja, sem rachadura, e se fecham perfeitamente; a mesma coisa para os armários”, diz Sueli Recioppo, que recentemente comprou um imóvel usado na cidade de São Paulo. “O que vai definir mesmo são os banheiros e a cozinha”, diz.

Publicado por InfoMoney

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Locação de imóveis sobe 4,38% em maio em SP

A locação de imóveis residenciais usados cresceu em maio no Estado de São Paulo, enquanto as vendas recuaram. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, em pesquisa do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP) feita com 1.440 imobiliárias de 37 cidades paulistas.
Em maio, foram alugadas 3.352 casas e apartamentos, 4,38% a mais que em abril. Com isso, o mercado de locação voltou a crescer após três meses seguidos de queda. Nos primeiros cinco meses do ano, porém, esse segmento avançou 10,75%.
Já as vendas de imóveis residenciais usados apresentaram movimento contrário ao de locação. Em maio, as vendas caíram 4,91% em comparação com abril, após três meses seguidos de crescimento. No acumulado do ano, houve queda de 4,86%.
As oscilações nos dois mercados foram consideradas naturais pelo presidente da Creci-SP, José Augusto Viana Neto, mesmo após a mudança na direção dos resultados mensais. Segundo afirmou em nota, o ciclo de queda de juros e a perda da rentabilidade de outras aplicações financeiras continuarão a manter o interesse pelos investimentos em imóveis.
"Comprar um imóvel usado, mais barato que um novo, e alugá-lo para ter renda mensal continua sendo um investimento seguro", afirma. "É até possível que o interesse por imóveis usados aumente à medida que fique mais clara a perda de rentabilidade das aplicações financeiras".
Locações
Os imóveis mais alugados em maio no Estado de São Paulo foram os de valor mensal de até R$ 800, que representaram 51,3% do total de contratos assinados nas imobiliárias pesquisadas pela entidade. Na capital paulista, a predominância é daqueles imóveis com aluguel de até R$ 1,2 mil, respondendo por 58,7% dos contratos.
Em maio, o volume de novos contratos de aluguel cresceu na capital paulista (19,5%) e no interior (3,1%), mas caiu no litoral (-3,4%) e na região metropolitana (-11,6%). A inadimplência aumentou 2,82% de abril para maio ao passar de 3,54% para 3,64% do total dos contratos em vigor.
Vendas
As vendas caíram em maio na cidade de São Paulo (-19,1%), no interior (-0,2%) e no litoral (-12,1%), mas subiram na região metropolitana (11,4%). Do total de vendas na capital paulista, 75,7% foram de imóveis com preço médio final superior a R$ 200 mil. O financiamento imobilário respondeu por 55,6% das vendas na capital.

Publicado por Agência Estado

terça-feira, 17 de julho de 2012

Cliente 'perde' imóvel por falta de crédito

O analista de redes Clayton Coelho, de 25 anos, viu o sonho de comprar o primeiro imóvel virar pesadelo. Ele comprou em 2010 um apartamento na planta, em Osasco, por R$ 113 mil, mas um ano depois, foi chamado para rescindir o contrato por não conseguir financiamento imobiliário. "Dei R$ 5 mil de entrada, mas só me devolveram R$1 mil. O restante era comissão da imobiliária e não tinha devolução", disse.
Coelho comprou outro imóvel neste ano, mas precisou pagar R$ 50 mil a mais e, desta vez, somou seu salário ao da noiva para formar uma renda maior.
Casos como o de Coelho, de consumidores que compram o imóvel e só meses ou anos depois descobrem que não podem financiá-lo, começam a despontar em sites como o Reclame Aqui e até mesmo no balanço das construtoras. No primeiro trimestre, Rossi, Gafisa e Brookfield reportaram aumento das despesas com distratos de clientes que não se enquadravam nos requisitos para obter financiamento.
"Isso é reflexo de vendas mal feitas, mas não é generalizado. Algumas construtoras que abriram o capital venderam para pessoas que não tinham renda para comprar o imóvel", disse o vice-presidente de incorporação do Secovi-SP, Emílio Kallas. / M. G.

Publicado pelo Estadão.