segunda-feira, 18 de junho de 2012

Contratos já preveem atraso em entrega de imóvel

A recente ebulição nas vendas de imóveis novos no Brasil é um fenômeno que pode ajudar a equacionar uma grande porcentagem do déficit habitacional. Os últimos anos têm se mostrado incentivadores, inclusive, da economia, com recordes de unidades vendidas, sobretudo de apartamentos novos. As vendas de imóveis na planta são resultados diretos da estabilidade econômica, aumento do emprego formal, abertura de crédito, entre outros mecanismos de fomento.
Sob o ponto de vista jurídico, a modernização do arcabouço regulatório também significou um incentivo importante ao setor que financia a aquisição desses imóveis, com possibilidade mais ágil de recuperar o bem em caso de inadimplência do mutuário.
Ocorre, porém, que junto com esse aumento expressivo nas vendas, vem crescendo em números alarmantes uma verdadeira “bolha” em construtoras que lançaram unidades, prometeram prazo confortável para entrega, mas não vêm honrando as datas previstas.
A grande maioria dos contratos de vendas de imóveis novos já prevê, em cláusula específica, uma elasticidade de até seis meses além do prometido para entrega do imóvel, com o Habite-se da prefeitura. Mesmo assim, muitas construtoras não conseguiram se programar corretamente e cumprir o contrato. Não se quer imaginar uma “bolha” de inadimplemento de construtoras como ocorreu no passado com a Encol. Porém, é certo que muitos compradores veem seus sonhos alterados unilateralmente, por culpa de algumas construtoras.
Em razão disso, o Judiciário está sendo chamado a resolver muitas disputas contra construtoras acionadas por perdas e danos, quebras de contratos e todo tipo de prejuízos que os adquirentes dos imóveis não entregues pleiteiam.
Sob esse ponto de vista legal, vários entraves de acesso à Justiça também desestimulam as alternativas jurídicas,sendo necessária uma prudente análise de risco associada à uma demanda judicial, dadas as características de morosidade da Justiça.
Todavia, em caso de opção por contencioso judicial, várias são as alternativas. Uma delas é a ação com objetivo de notificar a construtora de que ela tem um prazo contratual a cumprir para a entrega do imóvel e que o inadimplemento dessa obrigação causará prejuízos aos clientes, que deverão ser mensurados e ressarcidos, já que a quebra de confiança na construtora dará causa.
Sob o ponto de vista econômico-financeiro, deve-se analisar a compra de um imóvel na planta sob a ótica de investimento e da realidade imobiliária no momento, na região e até mesmo nas perspectivas de valorização, desvalorização ou estabilização do preço. Ao mesmo tempo, analisar as variáveis, como comprar outro imóvel semelhante, com preços atuais na aquisição.
Essa questão econômico-financeira deve ser determinante para o adquirente de imóvel na planta e não pode passar despercebida pelos órgãos reguladores e demais stakeholders envolvidos e interessados na questão. O movimento econômico do financiamento imobiliário carrega toda uma cadeia de fornecedores essencial para a economia do país. Além disso, a força de trabalho envolvida vem ajudando o Brasil a manter em níveis controlados as taxas de desemprego.

Publicado pela Revista Consultor Jurídico

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Novas regras para financiamento imobiliário já estão valendo

Já valem as novas regras da Caixa Econômica Federal para os financiamentos imobiliários. Pelo novo modelo, os mutuários terão mais cinco anos para quitar os empréstimos. A Caixa ampliou o prazo do crédito habitacional de 30 anos para 35. Os empréstimos serão feitos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Os financiamentos do SBPE beneficiam apenas os mutuários que ganham mais de R$ 5,4 mil por mês ou que adquirirem imóveis de mais de R$ 170 mil.
A Caixa também reduziu as taxas de juros para essas modalidades. Para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), as taxas caíram de 9% para 8,85% ao ano. Para os imóveis fora do SFH, os juros passaram de 10% para 9,9% ao ano.A instituição também ampliou o prazo dos financiamentos para a construção de casas e apartamentos com recursos da poupança. A partir desta semana, as construtoras e incorporadoras terão 36 meses para pagar os empréstimos. Antes, o prazo correspondia a 24 meses. Os juros dessas linhas também foram reduzidos de 11,5% para 10,3% ao ano.
Para a construção de imóveis comerciais, os juros efetivos caíram de 14% para 13% ao ano. Nas operações de financiamento para a construção e aquisição de imóvel para uso próprio, a empresa pagará taxa de 12,5% ao ano, ante 13,5% cobrados atualmente.
Em todos os casos, o mutuário também pagará a Taxa Referencial (TR), juros variáveis cobrados nos financiamentos imobiliários. No entanto, as taxas efetivas podem ficar ainda menores se o mutuário for correntista da Caixa.
As mudanças não valem para financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que inclui o Programa Minha Casa, Minha Vida. Para essas modalidades de financiamento, o prazo continua 30 anos.
No dia 5, o vice-presidente de Governo e Habitação da Caixa, José Urbano Duarte, disse que o aumento do prazo dessas linhas de crédito depende de aprovação do Conselho Curador do FGTS. “A Caixa já pediu autorização ao Conselho Curador para aumentar o prazo.”
De acordo com o vice-presidente, a Caixa estima em R$ 96 bilhões a concessão de financiamentos habitacionais para este ano, ante R$ 80 bilhões do ano passado. Até maio, a instituição havia emprestado R$ 36,7 bilhões, contra R$ 25 bilhões nos cinco primeiros meses do ano passado.

Renata Giraldi e Wellton Máximo
Publicado por Exame.com

terça-feira, 12 de junho de 2012

SP: residências de até 85 metros quadrados foram as mais vendidas em abril

As unidades residenciais de até 85 metros quadrados na cidade de São Paulo representaram 67,6% do total de vendas imobiliáriasem abril, de acordo com levantamento divulgado pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) nesta segunda-feira (11).
Dentro deste segmento, os imóveis com área útil entre 46m² e 65m² se destacaram, ao responder por 46,6% do total de negócios efetuados na cidade. Nesta metragem, foram 935 unidades vendidas no quarto mês, o que levou a um índice de 11,8% de VSO (venda sobre oferta), que mede o desempenho entre o total de unidades vendidas e a oferta existente.
Na sequência estão os imóveis entre 66m² e 85m², cuja participação nas comercializações atingiu 21,0%. Ao todo, 422 unidades foram negociadas em abril e o VSO para esse segmento foi de 8,9%.
Imóveis com área inferior a 45m² e entre 86m² e 130m² registraram participações respectivas de 14,2% e 11,4% do total das vendas. No primeiro caso, 284 unidades foram comercializadas, enquanto no segundo foram 228 imóveis. Já o VSO das unidades foi, nesta ordem, de 11,9% e 8,3%.
Acima de 130m²
As unidades acima de 130m² na cidade de São Paulo somaram 6,8% das vendas imobiliárias em abril. Segundo dados do Secovi-SP, imóveis entre 131m² e 180m² apresentaram o maior nível de participação nas negociações deste grupo, de 4,7%. Este segmento teve 95 unidades vendidas, registrando VSO de 7,6%.
Já os imóveis com área superior a 180m² tiveram participação de apenas 2,1% nas vendas na capital paulista, com 43 unidades residenciais vendidas. O VSO deste segmento foi de 6,6%.

Fabiana Pimentel
Publicado por InfoMoney

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A alta procura por imóveis comerciais em SP

O volume de novos empreendimentos corporativos concluídos em São Paulo subiu 60% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Ainda assim, a demanda pelo imóvel comercial ainda não arrefeceu. Com base em pesquisa MarketBeat, da empresa consultoria Cushman & Wakefield, é possível inferir que o mercado continua aquecido porque os imóveis já estavam comprometidos antes de serem entregues.

Publicado pela Revista Época

terça-feira, 5 de junho de 2012

Preço de imóvel tem menor alta em quase três anos, aponta FipeZap

Em três de sete regiões a variação foi inferior à projetada para a inflação de maio
Depois de uma explosão de preços, o mercado imobiliário dá sinais mais claros que passa por um momento de ajuste. Em maio, o preço do metro quadrado de apartamentos novos medido pelo índice FipeZap subiu 0,9%, a menor valorização desde o início da série histórica, em setembro de 2010. Em três das sete regiões pesquisadas pelo indicador (Belo Horizonte, Distrito Federal e Salvador), a variação foi inferior à projetada para a inflação de maio, de acordo com o boletim Focus, - altas de 0,4% e 0,5% e recuo de 1,3%, pela ordem.
São Paulo (+1,2%) e Rio de Janeiro (+1,1%), os principais termômetros do mercado imobiliário brasileiro, ainda acumulam uma valorização mensal relevante, embora o resultado seja considerado uma boa surpresa por Eduardo Zylberstajn, pesquisador e coordenador do FipeZap. Na opinião dele, a continuidade da desaceleração do valor dos imóveis nas duas capitais é indicativo que a situação atual é bastante diferente da vivida há um ano. Zylberstajn cita o caso da capital fluminense, onde o ritmo de aumento do metro quadrado estava na casa dos 3% em maio de 2011 e agora caiu para um terço disso.
Outra prova desse movimento é que a valorização do metro quadrado nos primeiros cinco meses deste ano é de 6,3% em todo o País, quase a metade do observado em igual período de 2011 (+12%). Na alta acumulada em 12 meses, o índice acumula aumento de 19,9%, valor 1,9 ponto porcentual abaixo do desempenho em igual mês do ano passado.
"Você tem hoje um aumento no número de unidades entregues, que são aquelas que começaram a ser construídas no auge do boom, há dois ou três anos, e isso pode trazer alguma pressão dos preços", afirma. O descasamento entre a demanda e a oferta deve ser olhada com atenção neste ano, afirma Zylberstajn. O aumento ou queda nos preços, ele destaca, não deve ser abrupto. "Tenho a impressão que o ajuste será gradual", afirma.
O pesquisador não acredita que os juros dos financiamentos imobiliários caíam no curto prazo, como já ocorre com as demais modalidades de crédito. "O grosso do estoque ainda tem de ser remunerado pela taxa antiga, independente do que acontece com a Selic", lembra.
Em Fortaleza e Recife, os preços dos imóveis ainda sobem em ritmo superior à média - 2,4% e 1,9%, respectivamente. É uma situação oposta à vivida por São Paulo e Rio de Janeiro ou Salvador, que acumula dois meses seguidos de queda do valor dos apartamentos.
O preço médio do metro quadrado ficou entre R$ 8.254 (Distrito Federal) e R$ 3.618 (Salvador) em maio. Em São Paulo, foi de R$ 6.448 e no Rio de Janeiro, R$ 7.991. A média das seis capitais e o Distrito Federal ficou em R$ 6.594.

Publicado por Estadão.com.br

segunda-feira, 4 de junho de 2012

IGPM – MAIO 2012

IGPM – MAIO 2012

Índice divulgado no último dia de cada mês.
Utilizado no reajuste anual dos aluguéis.
JANEIRO –  0,25%
- acumulado do ano:  0,2500%
- acumulado dos últimos 12 meses:  4,5347% (índice de reajuste do aluguel neste mês)

FEVEREIRO –  -0,06%

- acumulado do ano:  0,1898%
- acumulado dos últimos 12 meses: 3,4376% (índice de reajuste do aluguel neste mês)

MARÇO –  0,43%

- acumulado do ano:  0,6207%
- acumulado dos últimos 12 meses: 3,2422% (índice de reajuste do aluguel neste mês)

ABRIL – 0,85%

- acumulado do ano:  1,4759%
- acumulado dos últimos 12 meses: 3,6534% (índice de reajuste do aluguel neste mês)

MAIO – 1,02%

- acumulado do ano: 2,5110%
- acumulado dos últimos 12 meses: 4,2623% (índice de reajuste do aluguel neste mês)

Volume de financiamento imobiliário cai 7% em abril

Foram financiados 32,5 mil imóveis, queda de 16% em relação a igual mês do ano passado.
O volume de empréstimos para compra e construção de imóveis somou 5,7 bilhões de reais em abril, o que representa uma redução de 7% em relação a abril de 2011, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Foram financiados 32,5 mil imóveis, queda de 16% em relação a igual mês do ano passado.

Nos quatro primeiros meses de 2012, os financiamentos imobiliários alcançaram 23,3 bilhões de reais, aumento de 5,2% comparativamente a igual período do ano passado. Mas o número de financiamentos foi de 137,3 mil unidades, 4,9% menor ante os 144,3 mil do primeiro quadrimestre de 2011.

 Em nota, a associação disse que a queda em abril é observada após um período "exuberante" para o crédito imobiliário e lembrou que no 1º quadrimestre de 2011, o crescimento superou os 50% na comparação com o mesmo período de 2010.

 No acumulado em 12 meses até abril, os financiamentos com recursos das cadernetas de poupança evoluíram 27%, atingindo 81 bilhões de reais, ante os 64 bilhões de reais dos 12 meses imediatamente anteriores. No período foram financiadas 485,9 mil unidades, 8% mais em relação aos 12 meses anteriores.

Publicado por Agência Estado